Se eu fosse por ti, Baltazar, seria difícil. Lembra. Pensa um pouco antes de vomitar tuas merdas incoerentes no meio da minha cara. Qual o teu prazer com vomitos na cara das pessoas? Qual o teu prazer em encaixar o rabo no trono da maior-vítima-do-mundo, Baltazar? Seu sociopata de merda. Baltazar, viste como eu evoluí? Não tens vontade de fazer o mesmo? Hoje eu segurei todas as forças que eu tinha para não quebrar aquele prato na minha cabeça. Lembras quando eu cortei toda a superfície do meu dedo indicador direito pra ver se tu paravas de falar? Pensei no Soneto de Santa Cruz hoje; não todos os versos, mas em geral lembrei do que me importava na hora. Tu não queres pensar nas tuas decoradas citações de Napoleão quando sentires que vais começar a me chamar de doente?

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Oi. Não pude parar de pensar sobre hoje. É estranho e parece no mínimo hipócrita dizer que “não pude” deixar de pensar; acho que posso; acho que poderia, mas não pude parar. Nesse caso sugiro atribuirmos um significado secundário ao verbo poder, e dando significância à palavra como receptor da mensagem, Baltazar; entendes que eu não pude parar de pensar sobre hoje? Entendes que não existe retórica na minha incapacidade de parar de pensar nisso?

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